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O BLOG DO CONCELHO DE ALCANENA

04/08/08

Gosta de fazer peões e furta carros por vício


Afinal, o "menino" que anda por aí a roubar carros, nem é mau rapaz. "Tem bom coração e é apenas por vício", diz a mãe. Gosta de fazer peões e acelerar, e não aprecia muito andar a pé.
É apanhado, o juíz dá-lhe uma reprimenda, entrega-o à família, dá umas entrevistas, e no dia seguinte volta de novo ao gamanço. Tem 14 anos e mais de cem carros no rol. E se atropelar alguém?
Que grande sistema judicial o nosso !!!


"Desde pequeno que gosto de carros. Agora quero fazer um curso de mecânica para mudar de vida", disse ontem o adolescente ao CM.

Nelson Simão, agora com 14 anos (e não 15 como ontem noticiámos), tem 1,85 m, uma longa história de vida, mas não deixa de ser um adolescente. Revela-se tímido e pouco falador.
As autoridades policiais atribuem-lhe a autoria do furto de uma centena de viaturas, em dois anos. Os últimos 14 ocorreram o mês passado, após ter saído do Centro Educativo dos Olivais, em Coimbra, onde esteve dois anos por determinação do tribunal.
O menor prefere não falar sobre isso. "Quero esquecer", justifica.
Mas quando o tema muda para os carros, os olhos negros e rasgados iluminam-se quase por magia.
Os familiares garantem que nunca o ensinaram a mexer em automóveis, muito menos em motores. Todavia, basta-lhe uma colher de sopa para abrir e pôr a trabalhar um Fiat Uno ou um Honda Civic, os seus dois modelos e marcas preferidos.
Se as viaturas avariam, chega a repará-las para prosseguir a marcha. Por norma, furta para se deslocar entre Alhandra, Alcanena e Porto de Mós, onde vivem familiares. Mas também se apodera das viaturas para alimentar o vício de "fazer peões e acelerar em rectas".

Não sabe ler nem escrever e nunca gostou da escola. "Não tenho paciência para os ‘stôres’ nem os compreendo", diz. Ontem, estava com a avó, em Porto de Mós. E preparava-se para ir para casa da mãe, em Alcanena, "de camioneta". Rosa Simão, a mãe, assegura que está de olho nele, mas afirma-se incapaz de o convencer a mudar sem a ajuda das instituições.
A mãe do menor, Rosa Simão, assegura que ele "tem bom coração". Furta os carros por vício, mas "não os estraga nem rouba nada de valor que lá esteja dentro".
Notícia e Comentários no "Correio da Manhã"

03/08/08

Com 15 anos já roubou mais de 100 carros


Tem 15 anos e já furtou uma centena de automóveis. A ‘proeza’ atirou-o para um Centro Educativo durante dois anos, mas o castigo não o emendou. Há um mês saiu em liberdade e voltou a roubar. Foi detido quinta-feira pela GNR de Porto de Mós e confessou ter furtado 14 viaturas.

Centro Educativo dos OlivaisUma colher de sopa é suficiente para Nélson S. pôr um carro a trabalhar. Conhecido desde os 12 anos pos este tipo de crimes, praticados entre Porto de Mós e Vila Franca de Xira, o adolescente caiu de novo nas malhas da Justiça.

Saiu em Junho do Centro Educativo dos Olivais, em Coimbra, e em pouco mais de um mês furtou 14 automóveis, que usou para se deslocar entre Alcanena e Porto de Mós, onde tem família.

Quinta-feira, ao início da tarde, a GNR de Porto de Mós apanhou-o em flagrante, ao volante de um dos veículos de que se apoderou. Foi detido sem oferecer resistência.
No posto, acabou por confessar a autoria dos cimes. Sete na zona de Porto de Mós e os restantes na área de Alcanena.

Nélson tem um longo historial por crimes de furto. E escolhe sempre os mesmos modelos: Fiat Uno e Honda Civic.
Fruto da experiência, abre-os em poucos minutos com recurso a uma chave falsa, uma vareta ou uma colher. Por norma, usa-os até gastar o combustível.

Quando começou a ser apanhado pela polícia, o Tribunal enviava-o para a Casa da Alameda, em Lisboa. Mas mal os agentes viravam costas, abandonava a instituição (que era de regime aberto) e voltava ao mundo do crime. Só de uma vez, confessou à GNR ter furtado 27 viaturas em pouco mais de uma semana.
Andou nove meses em fuga, até que, em Junho de 2006 , um juiz do Tribunal de Menores de Vila Franca de Xira lhe aplicou uma medida cautelar de guarda, equivalente à prisão preventiva.
Esteve internado durante dois anos. Saiu e voltou a furtar. Ouvido em Tribunal, o juiz mandou entregá-lo à família.
Ler mais no "Correio da Manhã"